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O CONTROLADOR: O GRANDE PROBLEMA DO CONTROLE
Todo o servidor público é, em princípio, um controlador. O papel atribuído a servidores de hierarquia inferior é sempre relevante para o sucesso dos diversos mecanismos de controle, principalmente quando se trata do pessoal em exercício nos ministérios e em outros órgãos superiores.
Por mais que deputados mancomunados com quadrilhas constituídas para saquear a União exerçam sua perfídia, seu poder poderá ser limitado pela ação de servidores qualificados e que sejam incorruptíveis.
Vimos, hoje, que um técnico de som terceirizado, prestando serviços à Câmara dos Deputados, vendeu por R$200,00 o áudio da sessão da CPI do Tráfico de Armas.
A terceirização é uma praga na administração pública. Sabe-se que servidores concursados, ocupando cargos em carreiras elitisadas e com excelente remuneração também se vendem.
Mas, nada se iguala a contratação de pessoas sem formação, apadrinhadas, que tem acesso à função pública indevidamente. O nepotismo grassa no Poder executivo porque os contratos de locação de mão-de-obra são utilizados para a admissão dos parentes de pessoal que ocupa cargos de confiança. E, o mais grave, nem sempre esses ocupantes de cargos de confiança têm compromisso com a administração pública porque também eles foram indicados, por parentes, por políticos, mas não tem qualquer vínculo com o Serviço Público.
Está aí uma outra notícia reveladora da forma como se está permitindo o acesso à função Publica a qualquer pessoa: Maria da Penha Lino, que era funcionária da PLANAM, exercendo função de confiança no Ministério da Saúde para servir aos interesses da QUADRILHA DOS SANGUESSUGAS.
Desse jeito, nunca existirá controle eficaz; por melhores e bem intencionados que sejam os mecanismos de controle, O SER HUMANO É A PEÇA MAIS IMPORTANTE.
Categoria: Exemplos de Ações de Controle
Escrito por luisete-c às 18h26
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CONTABILIDADE PÚBLICA, SIAFI, UNIDADE GESTORA e GESTOR
Simultaneamente à implantação da conta única, foi implantado o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI e um novo Plano de Contas para utilização obrigatória por todas as repartições públicas responsáveis por movimentar recursos do orçamento da União. Foi criado, aí, o conceito de UNIDADE GESTORA, denominação dada a cada uma dessas repartições cujo perfil, endereço, telefone, nome e cargo dos respectivos responsáveis, está cadastrado no Sistema SIAFI. O Ordenador de Despesa é identificado no SIAFI como GESTOR.
Toda a movimentação do orçamento público é realizada a partir dessa célula, que é a menor unidade no SIAFI, de modo que, a qualquer momento, é possível identificar quem pagou, quanto, a quem e qual foi o objeto desse pagamento, acessando-se a UNIDADE GESTORA que é identificada por um código.
A Contabilidade Pública, que era uma missão quase impossível para os profissionais que a executavam, até 1986, fazendo lançamentos manuais e operando uma máquina de calcular de poucos recursos, hoje é processada instantaneamente a partir do fato gerador. A emissão de documento de pagamento, de arrecadação, de movimentação orçamentária ou patrimonial gera automaticamente o lançamento contábil.
O SIAFI e Contabilidade Pública são, inegavelmente, excepcionais instrumentos de controle.
Categoria: Exemplos de Ações de Controle
Escrito por luisete-c às 17h39
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A CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL
A implantação da Conta Única teve início em dezembro de 1986, com a criação do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI. Até ali, cada repartição pública que detivesse parcela no orçamento da União tinha, no mínimo, uma conta bancária. Eram milhares de contas bancárias. Algumas abandonadas, com recursos “esquecidos”.
Vivi a experiência pré e pós conta única; no ministério em que trabalhava, um dos maiores, eram, em média, 5 contas bancárias para cada uma das cerca de 100 unidades que movimentavam recursos públicos.
Trabalhando na Contabilidade, estava entre as minhas atribuições fazer a conciliação bancária, que era uma desesperada tentativa de manter o controle, confrontando com os respectivos documentos, cada dos itens das cinquenta ou cem páginas de extratos bancários que retratavam os pagamentos realizados, pela unidade responsável, a muitos credores em vários pontos do território nacional. .
Portanto, não é preciso dizer muito mais para mostrar que o controle era uma meta difícil de ser alcançada. Ao mesmo tempo se mostra a importância da conta única do tesouro nacional: nenhuma repartição tem acesso à movimentação financeira individual, todas têm, tão somente, aquilo que a legislação denominou de “limite de saque” contra a conta única do Tesouro Nacional. (Decreto nº 93.872, de 23/12/86, que dispôs sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional).
Categoria: Exemplos de Ações de Controle
Escrito por luisete-c às 16h45
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A LEI COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE
O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
A legalidade é, para a administração pública, um dos mais importantes instrumentos de controle porque todos estão sujeitos às instruções legais. Tudo é disciplinado por meio de leis, decretos, portarias, instruções normativas etc., que são publicadas no Diário Oficial da União para amplo conhecimento.
No caso dos convênios, a norma é a Instrução Normativa n° 1/97, da Secretaria do Tesouro Nacional – STN.
O problema é que as normas são violadas quase sistematicamente. Tomemos o exemplo das emendas parlamentares: O servidor público que trabalha com convênios, ao receber para exame o plano de trabalho do município contemplado com recursos para a compra das ambulâncias, se tivesse observado as orientações da IN, teria frustrado o repasse ao verificar que os valores propostos não estavam compatíveis com os preços de ambulância no mercado. Teria, também, avaliado a oportunidade de aquisição das ambulâncias em face da política de saúde prevista para a região contemplada e do perfil demográfico do município.
Conforme art. 37 da Constituição Federal, toda a administração pública está sujeita ao princípio da legalidade.
Categoria: Exemplos de Ações de Controle
Escrito por luisete-c às 16h43
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IDENTIFICANDO RESPONSABILIDADES
OUTROS RESPONSÁVEIS
Além do Ordenador de Despesa, outras autoridades, tem papel especial no exercício do controle. Também são arrolados no “Rol de Responsáveis”: responsáveis pela guarda de bens patrimoniais e do almoxarifado, técnicos e dirigentes responsáveis pela celebração de convênios que aprovam planos de trabalho apresentados por prefeituras, estados e outras entidades que se candidatam a receber verbas federais. São, também, responsáveis pela aprovação das prestações de contas de convênios.
Esses são dois procedimentos básicos de controle, onde as autoridades responsáveis pela gestão de bens patrimoniais e de valores do orçamento da União são previamente identificadas.
Categoria: Exemplos de Ações de Controle
Escrito por luisete-c às 16h42
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POÇO SEM FUNDO
Pois é, corre a notícia de que o Marcola, líder do PCC, teria dado uma entrevista à TV Bandeirante, de dentro da Penitenciária Presidente Bernardes, assumindo a responsabilidade pela onda de violência que tem varrido São Paulo e arredores, mas culpando o governo: “Se a gente fosse ouvido e atendido dentro da Constituição e dentro da lei, nada disso teria acontecido...”.
Esse é o problema: lei, constituição, princípios, ética... Parece que tudo se perde no mar da ganância, da fome doentia por riquezas, por símbolos de status...onde há até os que se vendem por R$200,00 (duzentos reais).
Coitado desse técnico de som, empregado terceirizado da Câmara dos Deputados! Tão desinformado, tão despreparado para o ofício que lhe confiaram que sequer sabia o preço a pagar pelo deslize de vender a gravação dos depoimentos prestados, por delegados paulistas, à sessão secreta da CPI do Tráfico de Armas. Ele vendeu por R$200,00 e agora paga com a própria liberdade, na medida em que, amparado pelo programa de proteção à testemunha, sua vida será um pouco melhor do que a vida dos presidiários. Ou será pior?
Escrito por luisete-c às 14h54
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ANALISANDO A NOTÍCIA
Nós, que fazemos parte da camada mais privilegiada da população que tem acesso a estudos universitários e à Internet, não podemos perder a ocasião que nós é singularmente oferecida. Nunca houve tanta informação disponível, veiculada instantaneamente, permitindo aos que assim o desejarem estabelecer relações entre os fatos divulgados. Tirar conclusões pessoais, não se submeter ao pensamento de terceiros, assumir o papel de formador de opinião, é o mínimo que se pode fazer em reconhecimento ao muito que se recebe. Afinal, habitamos um país em que é alto o índice de analfabetos funcionais, até mesmo entre estudantes universitários, que não interpretam o que lêem, que são manipuláveis e, por assim dizer, indefesos.
Nessa ótica está a minha proposta: extrair e analisar informações sobre gastos do governo federal, extrair e analisar informações sobre a atuação dos órgãos que fiscalizam a gestão pública (Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União) e postar os resultados dessa análise neste Blog.
É preciso que todos estejamos convictos da relação de causa e efeito entre os eventos recentes em São Paulo e a má gestão do dinheiro público, seja por atos de corrupção, seja por incompetência. E ninguém deve se sentir a salvo por estar, neste momento, longe desses lamentáveis fatos que, provavelmente, se repetirão em outras unidades da federação.É preciso fiscalizar as ações de governo e, também, fiscalizar a atuação de quem tem por ofício controlar os gastos públicos.
Desde 2003, a CGU substituiu um trabalho regular de fiscalização que era pautado no critério de materialidade (ou seja, volume de recursos e relevância do projeto alvo) pela prática do sorteio. Não há, então, uma sistemática, uma organização com a seleção de alvos pré-determinados, selecionados a partir de indícios de irregularidades. Os municípios são fiscalizados ao acaso; tudo depende do resultado de sorteios que são realizados periodicamente, na sede da Caixa Econômica Federal, pela CGU.
A justificativa para esse procedimento não é razoável. Diz-se que, assim, evita-se a suspeita de que o governo fiscalize segundo motivações políticas, escolhendo municípios governados por partidos de oposição. Ora, o trabalho de auditoria e de fiscalização é completamente técnico. Se não é, deveria sê-lo. Quem audita não pode estar preocupado com as repercussões políticas do seu trabalho, se vai desagradar o partido “a” ou o partido “b”. O servidor público, como transparece do significado dos vocábulos “servidor” e “público”, trabalha para a sociedade, o analista e o técnico de finanças e controle não tem satisfações a dar a partidos políticos.
O servidor da CGU tem uma rotina técnica a cumprir assim como outras categorias funcionais envolvidas no trabalho de fiscalização. Se a moda pega, em breve teremos que tolerar o despropósito de assistir o pessoal da Receita Federal e a Fiscalização do Trabalho e da Previdência sorteando as empresas que serão fiscalizadas. Vai que uma empresa seja de propriedade de algum político, poderiam dizer que “é perseguição”. Mas, e daí? Digam ou pensem o que quiserem, a rotina de fiscalização pautada em critérios inteligentes precisa ser executada. Caso contrário persistirão as aberrações em que municípios de 823 habitantes são fiscalizados enquanto em Brasília, e outras capitais, a farra corre solta.
Ora, a notícia veiculada recentemente que aponta a descoberta da máfia das ambulâncias como conseqüência da atuação da CGU não mostra a verdade por inteiro. Se a CGU fiscalizasse a contento os ministérios em Brasília jamais teria existido máfia das ambulâncias. É em Brasília que são celebrados os convênios que dão origem ao repasse de recursos para os municípios envolvidos na fraude. Um rápido olhar, mas um olhar técnico, aos documentos dos processos relativos a esses convênios teria sido suficiente para impedir a liberação dos recursos. É que os municípios são obrigados a apresentar, previamente, os demonstrativos dos custos previstos e esses demonstrativos são analisados por técnicos dos ministérios que precisam atestar que os custos são compatíveis com os preços de mercado. Portanto...o trabalho de fiscalização da CGU, infelizmente, falhou.
Escrito por luisete-c às 19h51
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BORÁ, MUNICÍPIO DE 823 HABITANTES, RECEBEU FISCALIZAÇÃO DA CGU
ENQUANTO ISTO...EM BRASÍLIA...OS RATOS SOBEM NA MESA.
A atuação da CGU, segundo declarou o nosso Controlador-Geral, "é sempre em cima de coisas concretas...” pois “... é preciso que a denúncia traga fatos concretos – nomes, órgãos, valores, alguma coisa que revele um mínimo de consistência e objetividade...”.
Entretanto, essa atuação, na medida em que é dirigida somente aos municípios que são aleatoriamente selecionados em processo de sorteio, acaba por não se dar “em cima de coisas concretas”.
Quando a estratégia é o sorteio, as fraudes e o mau uso do dinheiro público serão detectados incidentalmente, ao acaso, e não como fruto de uma ação direcionada.
Recentemente, foi realizado o 20º sorteio e entre os municípios sorteados está Borá, no Estado de São Paulo, cuja população, segundo dados do IBGE, é de apenas 823 habitantes e que recebeu da União a importância de R$ 73.273,98. Aliás, estou até agora sem entender porque um lugarejo com 823 habitantes e 119 km2 tem prefeitura.
No mesmo estado de São Paulo, na cidade de Campinas, existem fundações generosamente contempladas, além da própria Prefeitura, que ainda não receberam a fiscalização da CGU. Essas fundações, aliás, estão presentes em todas as capitais do país; mas tal como os municípios em que estão sediadas as capitais, nunca são sorteadas.
O fato é que grandes cidades da Região Sudeste, por exemplo, que recebem fábulas de dinheiro, assim como de outras regiões do país, não foram ainda sorteadas.
Enquanto a CGU vai a Borá, os ratos fazem a festa nos ministérios em Brasília.
Categoria: Fiscalizações da CGU
Escrito por luisete-c às 14h44
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FUNDO DO POÇO II
Segundo o noticiário de hoje, o governo de São Paulo estaria negociando o “cessar fogo”, há dois dias, com a cúpula do PCC. O Governo de São Paulo nega, mas o fato é que a onda de violência vem declinando e, conforme observou a Folha de São Paulo, “A maior parte das rebeliões terminou quase simultaneamente, a partir das 16 horas” o que é muito sintomático.
Foi bastante estranha a atitude do Governador que assegurava estar tudo sob controle, quando as evidências mostravam o contrário, e recusou a ajuda oferecida pelo Governo Federal.
Se acreditarmos naquilo que os fatos estão sinalizando, concluiremos que aquele senhor de cabeça branca, de aparência respeitável, realmente negociou com os criminosos.
Há até um boato sobre a compra de 60 TVs de tela plana, adquiridas nas Casa Bahia pelos marginais, e cuja entrega nos presídios faria parte das negociações.
Também segundo o noticiário de hoje, a mãe e o rmão de um líder do PCC foram executados por policiais.
Ou seja, se de um lado o Governo negocia com criminosos, de outro os policiais, ao retaliar, agem como bandidos.
Parece que ainda não chegamos ao fundo do poço, ou esse poço de desmandos e de imoralidades não tem fundo, sempre se pode cair mais. O governador do estado mais rico, mais populoso, que concentra o maior colégio eleitoral do país prefere negociar com bandidos do que receber ajuda do governo petista? A guerra é PSDB X PT?
Escrito por luisete-c às 14h25
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O QUE É "CONTROLE INTERNO"?
Após uma semana de “treinamento”, em que procurei me familiarizar com essa ferramenta, inicio, a partir de agora, a postagem de mensagens que serão agrupadas sob o título “Resumo das Ações de Controle”. O Objetivo é situar o leitor dentro do contexto dos comentários em que estarei mencionando fatos cotidianos da atuação da CGU e do TCU, referindo-me, por exemplo, à “dispensa” ou a “inexigibilidade” de licitação, a “tomada de contas”, a julgamento de contas, à conformidade contábil. O “Resumo” será uma espécie de glossário a que o leitor poderá recorrer se quiser conhecer um pouco mais.
De qualquer modo, como tenho a pretensão (Deus me ajude), de despertar o interesse de pessoas que não militam nessa área, sempre que possível evitarei, em meus comentários, fazer referências que possam comprometer o entendimento rápido da mensagem.
1 – CONTROLE INTERNO
Começo pela denominação “Controle Interno”, presente no endereço do meu Blog.
Para os que ainda não saibam o que significa, é simples: controlar o dinheiro em caixa, controlar os estoques em almoxarifado, controlar os estágios de uma obra, controlar a ação de enfermagem monitorando prontuários, controlar o rendimento escolar, controlar a freqüência escolar, etc. É “interno” porque é exercido pela própria administração uma vez que esta necessita se auto-avaliar, verificar se seus objetivos estão sendo alcançados e se os recursos estão sendo utilizados conforme as previsões. No Poder Executivo o Controle Interno é coordenado pela Secretaria Federal de Controle Interno, que integra a Controladoria-Geral da União-CGU, órgão que está localizado na estrutura da Presidência da República.
2 – COMO É EXERCIDO O CONTROLE INTERNO.
OS ORDENADORES DE DESPESA: O controle está presente em todos os níveis da administração pública federal. Todos os gerentes têm ações de controle arroladas entre suas competências. Alguns, porém, tem ação destacada de controle e são identificados pela legislação como “Ordenadores de Despesa” – OD (Lei Nº 4.320/64). Qualquer ação que resulte em movimentação orçamentária e financeira de recursos da União precisa ser previamente autorizada pelo OD. Todos os OD são relacionados em um documento denominado “Rol de Responsáveis” que é encaminhado ao Tribunal de Contas da União. O OD também é cadastrado no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI.
Categoria: Exemplos de Ações de Controle
Escrito por luisete-c às 19h46
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FUNDO DO POÇO
Meu filho gostou da dose de humor, de ironia que tenho procurado conferir ao tratamento dos temas que decidi abordar, tão sérios, tão graves. Corrupção, ladrão, maus políticos, Lei n° 8.666/93, roubalheira...
Precisamos de alguma leveza porque a hora é difícil e a revolta, a indignação é imensa: mortes e depredação resultantes de ataques sincronizados de bandidos à Policia de São Paulo, o estado mais rico do país. Estado que, além das receitas geradas pela atividade econômica local, recebe generosa fatia de recursos da União por meio de convênios que seus municípios, e também o Governo do Estado, celebram com os diversos ministérios.
No entanto, o estado parece estar a mercê dos criminosos, embora o seu Governador afirme ter a situação sob controle e tenha, até, rejeitado a ajuda oferecida pelo governo Federal.
Temos assistido, e não é de hoje, o que divulga a mídia sobre superpopulação carcerária e rebeliões; sobre ações de intimidação e de retaliação planejadas por líderes de facções criminosas, de dentro das cadeias; sobre presos que, já julgados e condenados, são mantidos irregularmente em delegacias, superlotando-as, porque falta espaço para acolhê-los nos presídios em que deveriam estar cumprindo suas penas.
Então, existem autoridades claramente omissas em seu papel de administrar e de governar.
Interessante é que, a qualquer cidadão incompetente em seu ofício aponta-se o caminho do “olho da rua”, se empregado e, se empresário, o castigo é a falência. Mas, quanto aos eleitos, e os por eles indicados, não importa a merda que façam, permanecem em seus postos. E são até recompensados com a reeleição.
Repetindo o MV Bil, em seu documentário "Falcão, os Meninos do Tráfico", chegamos ao fundo poço.
Hoje, não dá para fazer humor.
Escrito por luisete-c às 13h33
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